“Ó, vou contar para o seu pai quando ele chegar, hein!”

Picture by Lay Santana

Alguém aí já ouviu esta frase? É típica de algumas mães. Poucas talvez, algum dia não disseram isso! E esta frase evidencia a dificuldade da mãe em lidar com algum comportamento inadequado do filho. É natural que sentenças como essas sejam proferidas em meio à variação comportamental da mãe, quando suas tentativas de cessar as atitudes inadequadas da criança não produzem o efeito desejado, isto é, não são negativamente reforçadas. As coisas começam a complicar quando esta frase se repete. E se ela se repete é porque, em geral, a criança cessou a emissão de seus comportamentos inadequados ao ouvi-la. Quero listar algumas possíveis [1] consequências que podem decorrer do uso de frases como esta.

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Notas sobre Superproteção

Notas sobre superproteção

Os pais têm verdadeiro medo dessa palavra e suas variantes. “Superproteção”, “superprotetores”. Socialmente é mais que um rótulo. Quase um diagnóstico, pode revelar pais ansiosos, medrosos, receosos, preocupados excessivamente. E quem deseja desvelar suas fraquezas? Preocupados e inseguros, todos somos. As coisas começam a complicar quando os pequenos monstros que constituem nossa humanidade são alimentados e, crescendo, passam a ditar as regras de nossa existência. No caso do comportamento parental, ambos sofrem, mas os desdobramentos maiores recaem sobre os filhos. Este tipo de cuidado caracteriza o que nós, psicólogos analistas do comportamento, denominamos “contingência armadilha”, pois sinaliza benefícios em curto prazo, mas num período de tempo mais extenso as consequências atrasadas podem ser desastrosas e aparecer em qualquer idade. Falarei de algumas delas. Continue reading