A “estranha morte” do Behaviorismo Radical

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Longe de estarem mortas, muitas das ideias do Behaviorismo Radical estão no cerne de como conceituamos e aplicamos a ciência psicológica hoje. Este artigo analisa como os pontos de vista do Behaviorismo Radical sobre a construção social da ciência, a evolução, a psicoterapia com base em técnicas mindfulness, a neurociência, a epigenética e as políticas públicas estão realizando um importante papel em nossa sociedade.

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Continuar vivendo…

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“Não se trata de não sofrer – pois então o suicídio sempre seria a melhor solução. Trata-se de viver, o mais possível, o melhor possível: trata-se de ser feliz, tanto quanto se conseguir, e, claro, nunca se é feliz senão aproximadamente. Esse aproximadamente, todavia, não é alguma coisa, nem tudo. Quem chamaria de “felicidade” um bem-estar que só fosse alimentado por drogas ou ilusões? Que elas possam ser necessárias, por vezes, tristemente necessárias, está bastante claro. Que possam bastar, isso é o que não se poderia aceitar. Só há verdadeira felicidade numa relação feliz com a verdade. Feliz? Quer dizer amante, se entendermos por amor, como faz Spinoza, a alegria que nas daquilo que conhecemos. É o amor verdadeiro ao verdadeiro, e o único conteúdo da sabedoria. A verdadeira vida não está alhures, a verdadeira vida não está ausente: a verdadeira vida é a vida verdadeira.”

André Conte-Sponville, 1997, p. 75 – “Bom dia, Angústia!”